Tabela rápida de valores em Goiás (2026)

Para já dar uma referência clara, esses são os valores típicos cobrados em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade, Senador Canedo, Rio Verde, Catalão, Jataí e demais cidades do estado:

Tipo de perícia Faixa de valor Prazo típico
Vistoria técnica simples (residencial) R$ 800 – R$ 2.500 7 a 15 dias
Vistoria cautelar de vizinhança R$ 1.500 – R$ 4.000 10 a 20 dias
Laudo de patologias (trincas, infiltrações) R$ 2.000 – R$ 6.000 15 a 30 dias
Perícia para entrega/recebimento de obra R$ 1.500 – R$ 5.000 10 a 20 dias
Perícia para inventário ou divórcio R$ 2.500 – R$ 8.000 20 a 45 dias
Assistente técnico (em processo judicial) R$ 3.000 – R$ 10.000+ conforme processo
Perícia judicial (honorários ao perito) arbitrados pelo juiz, em regra a partir de R$ 4.000 30 a 90 dias
Perícia em imóveis comerciais/galpões a partir de R$ 5.000 20 a 60 dias
Aviso: esses valores são indicativos, baseados em casos típicos. Cada perícia é única e o orçamento real pode subir ou descer dentro dessas faixas conforme os fatores que vou detalhar a seguir.

O que define o preço de uma perícia

Cinco variáveis explicam praticamente toda a diferença entre uma perícia de R$ 800 e uma de R$ 8.000:

1. Complexidade técnica

Uma vistoria para checar o estado geral de uma casa antes da compra é tecnicamente simples — o engenheiro inspeciona, registra, redige. Já um laudo sobre trincas estruturais com possível recalque de fundação exige análise de projeto, cálculos, eventualmente ensaios — naturalmente, custa mais. Quanto mais "engenharia" no problema, maior o valor.

2. Área e número de ambientes

Uma perícia em apartamento de 60 m² é diferente de uma em casa de 350 m² ou em um galpão industrial de 2.000 m². Mais área = mais tempo de vistoria, mais fotos, mais medições, mais texto no laudo.

3. Localização e deslocamento

Uma perícia em Goiânia ou Aparecida é direta. Uma em Cristalina, Caldas Novas, Rio Verde ou Mineiros envolve tempo de viagem, eventual hospedagem e logística. O custo do deslocamento é repassado, e isso é absolutamente normal e transparente. Bom: pergunte sempre se o deslocamento já está incluso no orçamento ou se será cobrado à parte.

4. Necessidade de ensaios especiais

Em alguns casos, a inspeção visual não basta. Pode ser necessário:

  • Termografia infravermelha (para infiltrações, vazamentos, falhas elétricas)
  • Ensaio de prova de carga (em estruturas)
  • Esclerometria (resistência do concreto)
  • Ultrassom (integridade de elementos)
  • Mapeamento por drone (coberturas, fachadas altas, glebas)
  • Análise laboratorial de amostras

Cada um desses ensaios tem custo próprio, geralmente cobrado em adicional ao laudo base. O bom orçamento especifica claramente o que está e o que não está incluído.

5. Prazo de entrega

Trabalhos urgentes, com prazo apertado por causa de processo, leilão ou decisão imediata, costumam ter um adicional. Um laudo entregue em 7 dias pode custar 30-50% mais do que o mesmo laudo entregue em 30 dias — porque exige reorganização da agenda do profissional.

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O que está (ou deveria estar) incluso no preço

Um orçamento sério de perícia de engenharia, em Goiás ou em qualquer lugar, deve cobrir os seguintes itens — e isso precisa estar escrito no contrato:

  • Análise documental prévia (matrícula, projetos, contratos, decisões)
  • Vistoria técnica in loco, com tempo suficiente para inspeção criteriosa
  • Registro fotográfico e medições
  • Elaboração do laudo com diagramação profissional
  • Registro da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) no CREA-GO
  • Entrega do laudo em PDF e (geralmente) cópia impressa
  • Esclarecimentos posteriores dentro de prazo razoável

Se o orçamento que você recebeu não menciona ART ou diz que ela "será cobrada à parte" por valor expressivo, alerta vermelho. A ART é parte essencial do trabalho pericial — sua existência é o que confere validade jurídica ao laudo.

Por que perícia muito barata é arriscada

Recebo periodicamente clientes que contrataram um "técnico" por R$ 300, R$ 400 ou R$ 500 e chegam ao escritório precisando refazer o trabalho. As três armadilhas mais comuns:

Profissional sem habilitação

Engenharia civil é profissão regulamentada. Quem assina laudo precisa ter CREA ativo e atribuições compatíveis. Despachantes, técnicos em edificações sem registro pleno, corretores ou "vistoriadores" sem formação não podem assinar laudo pericial — e quando o fazem, o documento é rejeitado em juízo, em órgão regulador ou em uma negociação séria.

Laudo sem ART

Sem ART registrada no CREA, o laudo é juridicamente frágil. Pode ser questionado, anulado ou simplesmente ignorado. E descobrir isso na hora errada — durante um processo, em uma negociação com construtora — é caro.

Análise superficial

Um laudo barato costuma ser um laudo de 2-3 páginas, com fotos genéricas, sem fundamentação normativa, sem diagnóstico real do problema. Pode até identificar a trinca — mas não responde a pergunta crítica: de quem é a culpa e como provar. E essa é, no fim das contas, a única coisa que interessa.

Regra prática: antes de fechar, peça ao engenheiro um exemplo de laudo anterior (com dados anonimizados, claro). Se ele se recusar ou só mostrar relatórios curtos e sem fundamentação, procure outro. Bom perito tem orgulho do trabalho que entrega.

Como pedir orçamento certo

Para receber um orçamento preciso (e não uma "faixa" ampla demais), forneça as informações abaixo logo no primeiro contato:

  1. Tipo de imóvel: casa, apartamento, terreno, sala comercial, galpão, condomínio.
  2. Área aproximada (m²) e número de ambientes/pavimentos.
  3. Endereço ou pelo menos o município (Goiânia, Anápolis, Rio Verde, etc.).
  4. Objeto da perícia: o que você quer apurar? infiltração? trinca? recebimento de obra? inventário? processo judicial?
  5. Há processo em andamento? Se sim, é judicial ou extrajudicial?
  6. Prazo desejado para entrega.
  7. Documentos disponíveis: matrícula, projeto, contratos, ARTs anteriores, decisões judiciais.

Com essas informações, um engenheiro experiente devolve um orçamento concreto em poucas horas — não uma faixa de "R$ X a R$ 3X" que não te ajuda em nada.

Como funciona o pagamento

Em perícia extrajudicial, o padrão de mercado em Goiás é o seguinte:

  • 50% no fechamento do contrato (sinal/start do serviço, registro da ART)
  • 50% na entrega do laudo

Em valores maiores, é possível negociar parcelamento em até 3x sem juros. Pagamento em PIX, cartão ou transferência bancária.

Em perícia judicial, os honorários do perito do juízo são depositados em juízo: a parte responsável faz o depósito após o juiz arbitrar o valor, e o perito recebe à medida que entrega o trabalho. Esse fluxo garante segurança para todas as partes.

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Perguntas Frequentes

Posso parcelar o pagamento de uma perícia?

Sim. Em perícia extrajudicial, o padrão é 50% na contratação e 50% na entrega, mas valores maiores podem ser parcelados em até 3x sem juros. Em perícia judicial, os honorários são depositados em juízo conforme decisão do magistrado.

O orçamento da perícia é cobrado?

Não. O orçamento e a primeira conversa para entender o caso são gratuitos e sem compromisso. Cobrança só ocorre após o cliente aprovar o orçamento, assinar o contrato e haver início efetivo do trabalho.

Posso comparar orçamentos de vários peritos?

Pode e deve. Mas compare com critério: peça orçamentos detalhados (não só valor final), verifique se todos incluem ART, peça referências de trabalhos anteriores. Diferenças muito grandes de preço entre profissionais habilitados costumam refletir diferenças de escopo, não de qualidade — leia com atenção.

Honorários de perito judicial podem ser cobrados como reembolso?

Sim. A parte vencida no processo costuma ser condenada a ressarcir os honorários periciais, conforme o resultado da ação. Em ações onde uma das partes tem gratuidade da justiça, o pagamento pode ficar com o Estado ou com a parte sucumbente.

Existe tabela oficial de honorários de perícia?

O CREA e algumas associações periciais publicam tabelas de referência, mas elas não são vinculantes — funcionam como parâmetro. O valor final é livre, negociado entre as partes (em perícia extrajudicial) ou arbitrado pelo juiz (em perícia judicial), sempre considerando complexidade, tempo e responsabilidade técnica envolvidos.

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